Brasil, fundo poço e máquina pública

 

Esta série que termina agora começou com nossos artigos neste jornal em 08/01/2018 e 05/02/2018. No primeiro mostramos os sérios problemas que afligem nossa economia e o país como um todo. No segundo, as nossas soluções.

Nada é feito, infelizmente. Mas, todo brasileiro tem que marcar posição e mostrar o caminho. É perceptível que o país não tem a índole necessária para entender os problemas expostos. Nem tampouco vontade política para aplicar as soluções. O que levará o país a ser eternamente o grande acampamento que é. Desorganizado, sem a estrutura necessária, eternamente abusando de paliativos. Sem organização e vontade política, sem uso adequado dos recursos existentes, desejo de engrandecimento, jamais seremos um país, uma nação. O grande acampamento parece ser nosso destino.

Pobre dos nossos filhos e netos, que não viram o país crescer. Gerações que já foram perdidas. E caminhamos céleres para a perda da terceira geração. O país não cresce há quase quatro décadas, desde 1981. E não deverá mudar seu rumo nas próximas uma ou duas décadas. A geração dos bisnetos.

Que povo é esse que aceita isso? Que faz a opção pela pobreza, conforme artigo nosso de 2009? Só mesmo nós. Nenhum país com a nossa riqueza física, incomparável neste planeta, faria isso.

Como aceitamos que nossos políticos façam isso? E ainda somos extremamente coniventes e parceiros com eles? O pior é que na parceria eles têm tudo e nós nada. “Que país é este?” como disse um certo político nos anos 1970?

Precisamos, além do que já colocamos antes, fazer cortes profundos na máquina pública. O país não precisa de mais do que 10-12 ministérios. Temos que dividir nossos problemas e atividades nesta quantidade e nomearmos os ministros certos. Absolutamente nenhum político e ninguém por compadrio. Tem que ser técnico e a capacidade total. Sendo 99% tem que ser substituído.

E sem os 25.000 cargos de confiança que a presidência tem para nomear, enquanto o presidente norte americano tem pouco mais de 2.000. O que talvez já seja muito.

Qualquer dirigente de estatal, enquanto não se privatiza, tem que seguir a mesma linha dos ministros. Nenhuma atividade que precisa de 10 pessoas deverá ter 11. Trabalho de 40 horas semanais deve ser cumprida por 40 horas semanais. Obras têm que ter prazo, e razoável, e não infinito. E ser cumprido no máximo em 101% do tempo previsto.

Nenhum funcionário público, de qualquer escalão, terá qualquer privilégio acima de seu patrão, que é o trabalhador brasileiro, pagador dos impostos que o emprega.

Nenhum veículo, a não ser para uso oficial, e sem levar para casa. Sem motorista, e que o dirija por si. E para uso pessoal, que tenha seu veículo próprio, que pague de seu salário, como qualquer trabalhador que o sustenta.

Nada de moradia paga pelo povo. Que pague a sua como qualquer brasileiro. Nenhum empregado deve ter mais que seu patrão. E qualquer político ou funcionário público é apenas empregado do trabalhador brasileiro.

Há infinitas coisas que se pode ainda falar. Mas, nem tudo é necessário. O acima descrito já mostra qual a filosofia a ser adotada.

A partir daí é só ir estabelecendo as diretrizes de um país com todas as coisas no lugar. O patrão no seu lugar e o empregado no seu lugar.

 

Jornal DCI de 04/04/2018

Author: Samir Keedi

-Mestre (Stricto Sensu) e pós-graduado (Lato Sensu) em Administração pela UNIP-Universidade Paulista. -Bacharel em Economia pela PUC-Pontifícia Universidade Católica. -Profissional de comércio exterior desde março de 1972. -Especialista em transportes; logística; seguros; incoterms; carta de crédito e suas regras; documentos no comércio exterior; contratos internacionais de compra e venda. -Generalista em várias atividades em comércio exterior. -Consultor em diversos assuntos relativos ao comércio exterior. -Professor universitário de graduação e pós graduação desde 1996. -Professor e instrutor técnico desde 1996. -Palestrante em assuntos de comércio exterior e economia. -Colunista em jornais e revistas especializadas. -Autor de vários livros em comércio exterior. -Tradutor oficial para o Brasil do Incoterms 2000. -Representante do Brasil na CCI-RJ e Paris na revisão do Incoterms 2010.

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