Brasil 2020

 

Há quase duas décadas vimos apontando as mazelas do Brasil. Aquelas que poucos viam e que foi nos levando para o mais profundo buraco. Provocado pelos seis períodos governamentais, comandados por três presidentes, entre 1995 e 2016. Que tornaram o país ingovernável.

Dentre nossas centenas de artigos, escrevemos três séries de três artigos cada. “Brasil buraco 2020” a partir de 2012; “Se eu fosse presidente” em 2014; e “O Brasil acabou” em 2015. Neles apontamos o que deveríamos fazer para retomar o país que tivemos entre 1901 e 1980.

Período em que fomos um dos países que mais cresceu no mundo e nos levou à sexta economia do planeta. Embora um pouco fantasiosa, pois leva em conta apenas o valor absoluto do PIB – produto interno bruto e não o relativo. Isso em face de termos população de 208 milhões de habitantes.

Também apontamos que ações tomarmos para nos livrarmos do que tivemos entre 1981 e 2016. Claro que, como muitos outros escritores, e muitos de nossos outros artigos, falamos ao vento.

Vaticinamos que, a continuar a sina iniciada com a eleição de 1994, nada mais poderia ser feito. Mas, felizmente, as coisas mudaram um pouco em 2016. O atual governo, considerada apenas a questão econômica, a mais importante, tomou medidas boas e melhorou um pouco a situação. Infelizmente, na corrupção, punição, apadrinhamento, acobertamento, etc., nada mudou.

A partir de 2019 teremos um novo governo, de coloração inversa a atual. Com mais esperança, embora as coisas continuem complicadas, em especial quanto à dívida interna, nosso maior problema, hoje impagável. Será preciso muita coragem para mudar o atual quadro. Em 2012 dissemos que haveria calote dela em 2020. E o risco continua. E no qual a Moody’s também falou em 2017.

Para evitarmos o calote, temos que baixar a taxa de juros a 0% para contermos o aumento da dívida, que custa atualmente R$ 400 bilhões por ano. E, por isso, passou de R$ 89 bilhões em 1994 para R$ 5,5 trilhões em setembro/2018. Com juro 0% ela passa a ser administrável. E quanto aos nossos péssimos economistas, que dizem que taxa de juros baixa aumenta o risco de inflação, é só ver países ricos. As taxas de juros 0% no Japão, Estados Unidos e Europa mantiveram inflações baixas e até deflação. No Brasil, com taxa alta, temos inflação alta.

Além de domarmos a dívida, com essa taxa de juros as empresas investirão, empregarão e produzirão. A economia voltará a crescer. E, claro, temos que privatizar todas as empresas estatais, para crescerem e evitarmos a corrupção.

Felizmente, pelo que podemos perceber, o novo governo tem compromisso com a economia, reformas, ética, moral, infraestrutura, governabilidade, propriedade, etc. E deve agir com firmeza para que o país entre nos trilhos e retome a sina, nunca cumprida, de um grande país. Há que aplicar, a partir de agora, a tolerância zero em tudo.

Temos que extirpar Marx e seus seguidores e entendermos as vantagens do capitalismo. Que só ele faz grandes países e a história registra. O país tem que perceber que há dois séculos a ideologia marxista destruiu todos os países que a aplicaram. Começando pela União Soviética, passando por vários países, por Cuba, Coreia do Norte e agora a Venezuela. E quase o Brasil.

Jornal DCI de 22/11/2018

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Author: Samir Keedi

-Mestre (Stricto Sensu) e pós-graduado (Lato Sensu) em Administração pela UNIP-Universidade Paulista. -Bacharel em Economia pela PUC-Pontifícia Universidade Católica. -Profissional de comércio exterior desde março de 1972. -Especialista em transportes; logística; seguros; incoterms; carta de crédito e suas regras; documentos no comércio exterior; contratos internacionais de compra e venda. -Generalista em várias atividades em comércio exterior. -Consultor em diversos assuntos relativos ao comércio exterior. -Professor universitário de graduação e pós graduação desde 1996. -Professor e instrutor técnico desde 1996. -Palestrante em assuntos de comércio exterior e economia. -Colunista em jornais e revistas especializadas. -Autor de vários livros em comércio exterior. -Tradutor oficial para o Brasil do Incoterms 2000. -Representante do Brasil na CCI-RJ e Paris na revisão do Incoterms 2010.

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