Brasil e desinformação

 

Sai ano, entra ano, e certas coisas não mudam no Brasil. A desinformação do povo brasileiro é uma delas e algo assustador. Parece quase impossível à maioria ver o que se passa, como se passa e porque.

Nos últimos 24 anos passamos por seis períodos governamentais sob a tutela de governos sociais-comunistas, traidores da pátria. Em que apenas seus próprios interesses e de seus apaniguados, importavam. Que só não conseguiram implantar aqui uma Venezuela, Cuba, a velha União Soviética, etc. por pura sorte.

De repente, se descobre que Deus pode ser realmente brasileiro e ninguém mais acreditava nisso após esse período de, digamos, trevas.

Esses governos destruíram o país e poucos notaram isso. Retiraram do povo brasileiro a esperança, o futuro. Reduziram a vida da nossa população, em especial da nossa juventude, ao que conhecemos hoje. Sem esperança de um futuro melhor, de crescimento econômico. E sob o fantasma, que continua mais vivo que morto, de uma moratória na dívida interna, próxima, que pode levar o país ao caos absoluto.

Temos centenas de artigos apontando as mazelas, problemas que temos, e muitas soluções, ao longo de duas décadas. Mas, como é normal, sem eco na sociedade e nos governos.

E o que foi visto disso, e por quantos? Praticamente nada pelo que se nota e pelas eleições e reeleições daqueles que destruíram o país e enriqueceram às custas do povo brasileiro. Os mesmos marginais comuns, de grande ganância, e que se colocam eternamente como perseguidos políticos. Parafraseando a cantora Edith Veiga, num extraordinário sucesso de 1967 “Faz me rir o que andas dizendo…”.

Muitos têm tido a impressão de que as coisas mudaram na percepção geral. Ledo engano. Se 58 milhões de brasileiros votaram pela mudança radical da linha de governo, devemos lembrar que quase a mesma quantidade votou contra. E, no geral, o governo atual foi eleito com um pouco mais de um terço dos eleitores, que somam mais de 140 milhões de almas. E menos de 30% da população brasileira.

E sabemos que muitos votaram sem convicção, apenas querendo retirar da vida pública os maus políticos. Apenas escolhendo a opção menos danosa na visão de cada um.

E quase nada mudou nisso. A maioria continua desinformada. E não é por falta de opções para isso. É por que muitos continuam cegos. Outro tanto não dando a menor bola à sua melhoria intelectual, informacional, deixando aos governantes “pensarem” (sic) no que fazer.

Isso não resolve, não muda e não melhora o país. Muito embora os atuais governantes sejam radicalmente opostos ao que tivemos nos últimos 24 anos. Ou, porque não dizer, últimos 34 anos.

Brasil, acorde, leia, estude, pense, cobre, mude, retire, reponha, etc. Somos nós que devemos ditar as regras do país. Dizer claramente aos políticos, governantes, gestores, o que queremos.

Mas, para isso, há que ter conhecimento, saber o que é o país, como as coisas se passam, o que ele tem, o que pode oferecer e como. Se interessar pelo que “interessa”. Não é a televisão, suas novelas, seus maus e péssimos programas que farão isso.

É a educação, a leitura, o conhecimento, o desejo de um futuro diferente, para melhor. É querer um país decente. Poder se orgulhar dele nas próximas décadas.

Jornal DCI de 28/01/2019

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Author: Samir Keedi

-Mestre (Stricto Sensu) e pós-graduado (Lato Sensu) em Administração pela UNIP-Universidade Paulista. -Bacharel em Economia pela PUC-Pontifícia Universidade Católica. -Profissional de comércio exterior desde março de 1972. -Especialista em transportes; logística; seguros; incoterms; carta de crédito e suas regras; documentos no comércio exterior; contratos internacionais de compra e venda. -Generalista em várias atividades em comércio exterior. -Consultor em diversos assuntos relativos ao comércio exterior. -Professor universitário de graduação e pós graduação desde 1996. -Professor e instrutor técnico desde 1996. -Palestrante em assuntos de comércio exterior e economia. -Colunista em jornais e revistas especializadas. -Autor de vários livros em comércio exterior. -Tradutor oficial para o Brasil do Incoterms 2000. -Representante do Brasil na CCI-RJ e Paris na revisão do Incoterms 2010.

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