Brasil: 2020 chegando

 

Em 2012, em nosso artigo “Brasil: buraco 2020”, previmos, conforme nossos estudos, que em 2020 o Brasil quebraria definitivamente. Com falta de recursos para absolutamente tudo. Sem dinheiro para aposentadorias, bolsa-esmola, pagamento do funcionalismo, manutenção da máquina pública, etc.

E, especialmente, recursos para saldar os juros e o principal da dívida interna da União. Hoje no valor de R$ 5,8 trilhões, tendo saído de R$ 89 bilhões em 1994. Nossos governos esquerdistas conseguiram essa proeza em apenas 24 anos.

Em 2012 dissemos que ela equivaleria ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, e que a moratória seria inevitável. O PIB está previsto em R$ 6,8 trilhões em 2019. É o que vai acontecer ou chegar próximo em 2020. Em nossa opinião, uma moratória dessa dívida é hoje quase inevitável.

Nada foi feito para evitar isso. Ao contrário, os governos anteriores continuaram destruindo o país e agravando a dívida. Por isso voltamos ao assunto em mais um artigo desta série.

Desta feita temos, finalmente, após 3,5 décadas de civis aproveitadores do país para proveito próprio, um governo sério. Pessoas que querem recolocar o país na trajetória ocorrida entre 1901 e 1980, com crescimentos econômicos invejáveis para o resto do mundo.

E o que acontece? O governo é novo, é serio, tem boas intenções e quer fazer. Mas, infelizmente, continuamos tendo legislativo e judiciário na forma antiga. Destruidores e aproveitadores. E, pior, corroborados pela maioria da imprensa suja e artistas. Também sindicatos e a maioria do povo e estudantes desinformados e conduzidos. Todos visando apenas interesses particulares e a derrubada de um governo sério. Criticado em tudo. Por erros, por acertos, por falar, por não falar, por fazer, por não fazer, etc.

Nenhum deles, exceto o governo, quer mudar o país, reduzir gastos, melhorar a gestão dos recursos governamentais. A conclusão é que, se as reformas não forem feitas, é inevitável a quebra geral, absoluta, total, ampla e irrestrita.

O próprio ministro Paulo Guedes, há alguns dias, corroborou nossa preocupação e nossos diversos artigos a esse respeito. Quando disse que se for feita apenas uma reforminha, ele pega um avião e vai embora do país, e que o Brasil quebra em 2020. Pode ser que além da realidade vista por ele, até tenha lido algum dos nossos artigos.

Portanto, se o país não se conscientizar, se o povo não se der conta de que em breve não receberá mais suas aposentadorias, e nem poderá se aposentar por absoluta falta de condições financeiras do país, o caos está à vista.

A distância é apenas de uma mudança do calendário no próximo 31/12/2019. Ou, mais tardar mais uma virada.

Brasil, acorde. O futuro no momento é tenebroso. Vamos parar de jogar contra. Vamos nos unir. Todos em favor da reforma previdenciária. E, posteriormente, da justiça. E, logo depois, da tributária e outras necessárias.

A carga tributária brasileira está matando o país. Há 39 anos, de 1981 a 2019, o país não cresce. Está empatando à média de crescimento anual de 2.2%. Isso significa quase duas gerações perdidas. Esse processo tem que ser estancado imediatamente, para “ontem”.

A Moody’s, em 2017, já havia corroborado nossa tese insinuando uma moratória do país.

Jornal DCI de 19/06/2019

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Author: Samir Keedi

-Mestre (Stricto Sensu) e pós-graduado (Lato Sensu) em Administração pela UNIP-Universidade Paulista. -Bacharel em Economia pela PUC-Pontifícia Universidade Católica. -Profissional de comércio exterior desde março de 1972. -Especialista em transportes; logística; seguros; incoterms; carta de crédito e suas regras; documentos no comércio exterior; contratos internacionais de compra e venda. -Generalista em várias atividades em comércio exterior. -Consultor em diversos assuntos relativos ao comércio exterior. -Professor universitário de graduação e pós graduação desde 1996. -Professor e instrutor técnico desde 1996. -Palestrante em assuntos de comércio exterior e economia. -Colunista em jornais e revistas especializadas. -Autor de vários livros em comércio exterior. -Tradutor oficial para o Brasil do Incoterms 2000. -Representante do Brasil na CCI-RJ e Paris na revisão do Incoterms 2010.

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