O Novo Genocídio Chinês – artigo de Percival Puggina de 04/04/20

 

O NOVO GENOCÍDIO CHINÊS

Percival Puggina

O regime chinês é o mais genocida da história. No período anterior ao Grande Salto para Frente estimam-se em 20 milhões os vitimados pela execução sumária de opositores, contrarrevolucionários, burgueses, proprietários rurais, intelectuais “ocidentalizados”, religiosos, etc.. Entre 1959 e 1961, depois do que deveria ter sido o “grande salto”, outros 20 milhões pereceram de fome. Nos anos seguintes, um número talvez bem maior. São sucessivos crimes contra a humanidade dirigidos à própria população. Crimes hediondos, continuados, encobertos sob a poeira dos tempos por um regime que, em todas as suas experiências, prima pela capacidade de agir nas trevas e ocultar tudo que não lhe convém.

Após a morte de Mao Tse-Tung, houve uma luta por sua  substituição ao cabo da qual, em 1979, o poder foi entregue a Deng Xiaoping que promoveu uma série de reformas econômicas cujos efeitos levariam a China a sentar-se entre as grandes economias do planeta.

Agora, um novo genocídio, em escala planetária. Centenas de milhares de pessoas deverão morrer em virtude do vício institucional dos governos comunistas de ocultar seus desacertos e se darem bem com esse procedimento. Quando, em Wuhan, o médico Li Wenliang advertiu seus colegas sobre as primeiras manifestações do referido vírus, imediatamente se tornou alvo da polícia e foi obrigado a desmentir-se… A ditadura mostrou seu poder e caráter. E assim se perderam semanas preciosas, ampliando-se o número de vítimas da pandemia.

Eduardo Bolsonaro, semanas depois, relatou o fato já sabido, ou seja, que o vírus surgira na China, e estabeleceu paralelismo entre a nova epidemia e o desastre de Chernobyl. Assim como o Covid-19 foi, de início, silenciado no comunismo chinês, o desastre nuclear de Chernobyl foi, de início, silenciado no comunismo soviético. E afirmou que “a liberdade seria a solução”. Desabaram, então, sobre ele as críticas da imprensa nacional, ocupadíssima em desgastar o presidente da República. Foram dias consecutivos com os noticiários e as “News” batendo no mesmo assunto, até que surgisse pauta mais interessante para espremer. Para a maior parte do atual jornalismo brasileiro o deputado havia faltado com o respeito ao “maior parceiro comercial do Brasil”. Agora me digam se isso não é frase que se pode esperar de agentes de polícia política? Centenas de milhares, talvez milhões de vidas, perdem significado quando o assunto é business…

Nesses mesmos dias, com a encenação em curso, Rodrigo Maia pegou carona na boleia da carroça publicitária aberta e desabou aos pés do embaixador chinês, implorando perdão em nome da Câmara dos Deputados. Que coisa mais ridícula!

No entanto, tudo é ainda muito mais grave e infinitamente mais perigoso, já se verá. O PCC, maior partido político da história, rico como jamais se viu igual, vem estendendo seu poder e influência sobre o mundo. A grande imprensa brasileira, diante de nossos olhos, sem nenhum constrangimento, se põe genuflexa perante a ditadura chinesa, aceita seus métodos, e entra no teatro do silêncio sobre temas desconfortáveis ao regime chinês. Com o jugo já preso ao pescoço, ela esgota, em Bolsonaro, sua combatividade e o uso que faz da liberdade de informação.

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* Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

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Author: Samir Keedi

-Mestre (Stricto Sensu) e pós-graduado (Lato Sensu) em Administração pela UNIP-Universidade Paulista. -Bacharel em Economia pela PUC-Pontifícia Universidade Católica. -Profissional de comércio exterior desde março de 1972. -Especialista em transportes; logística; seguros; Incoterms®; carta de crédito e suas regras; documentos no comércio exterior; contratos internacionais de compra e venda. -Generalista em várias atividades em comércio exterior. -Consultor em diversos assuntos relativos ao comércio exterior. -Professor universitário de graduação e pós graduação desde 1996. -Professor e instrutor técnico desde 1996. -Palestrante em assuntos de comércio exterior e economia. -Colunista em jornais e revistas especializadas. -Autor de vários livros em comércio exterior. -Tradutor oficial para o Brasil do Incoterms 2000. -Representante do Brasil na CCI-RJ e Paris na revisão do Incoterms® 2010.

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2 Comments

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    Boa tarde Professor e colegas…minha participação e opinião sobre o tema serão baseados em participações e manifestações minhas em fóruns de temas similares em outras disciplinas e que considere uma base muito importante sobre esse tema. Uma das diferenças é que onde se lê COVID19, entenda-se GRIPE CHINESA.

    Basearei minha resposta e comentários em três artigos que considero muito pertinentes ao tema atual, ao impacto da pandemia na economia mundial, os mais afetados, os maiores beneficiados, os ensinamentos, os legados e as lições. Compartilharei esses artigos abaixo e um anexo.

    Minha posição, porém, se mantém e deve ser considerada apolítica, ou seja, não tem e não terá viés político em momento algum, mesmo que em um dos artigos ou meus comentários sejam percebidos alguma posição contrária a que estou manifestando.

    Estamos vivendo uma situação na qual vemos diferentes tipos de guerras. Dessa vez, política, econômica e biológica e que teve o sistema de saúde mundial e os seus protocolos postos às mais severas provas e testados ao extremo. Estamos vivendo um The Walking Dead diferente, sem ataque zumbi, de seres vivos e não me refiro aqui ao vírus. A resiliência da humanidade está mais uma vez em xeque.

    O que tentaremos fazer nos próximos anos, não só o profissional de comércio exterior, mas de todas as áreas, é olhar para nossas atividades de maneira completamente diferente. Temos que avaliar a situação, coletar dados, transformá-los em informação útil e refletir sobre os desafios a enfrentar e as alternativas que talvez tenhamos para superá-los. Talvez não superaremos.

    Ao fazer essa avaliação, coleta e transformação de informações em dados para tomada de decisões, devemos nos posicionar de forma totalmente neutra, sem viés político, mas com o olhar profissional voltado para esse parâmetro importantíssimo para o Comércio e Relações Internacionais.

    No cenário global temos vários players, mas vamos nos ater à disputa para ocupar o primeiro lugar na economia mundial de dois atores e de seus coadjuvantes. Estamos falando de EUA e China, que por anos a fio tem na primeira posição, maior exportador mundial a China e maior importador mundial os EUA. As duas economias se completam e se tornaram quase que dependentes uma da outra. Com o surgimento da nova doença em Wuhan, na China, em condições que não ficaram tão claras para a comunidade internacional com os relatos das autoridades chinesas, os EUA e alguns coadjuvantes acusaram a China de terem silenciado, se não criado, o novo Coronavírus ou COVID-19 (GRIPE CHINESA).

    Com isso posto até o momento, estamos vendo que o comportamento das empresas e das pessoas tem se moldado ou se adaptado à herança e legado asiáticos. Com os costumes alimentares no país da origem do novo COVID-19 (GRIPE CHINESA) vindo à tona, de forma totalmente anti higiênica, contra todas as medidas sanitárias básicas violadas e costumes, para nós ocidentais, totalmente inaceitáveis. Digo isso não pensando no aspecto cultural, mas sim no aspecto comercial. Posso explicar. Imaginem que carne canina, de morcegos e ratos fossem consumidas em países fora da Ásia. Se levarmos em conta que a carne suína, bovina, de frango e frutos do mar brasileiras são proibidas de serem exportadas por conta de alguma medida sanitária que não foi atendida ou mesmo não levada em conta pelos produtores, com a mais absoluta certeza as iguarias no país criador do novo COVID-19 (GRIPE CHINESA) não seriam produtos considerados na pauta de exportação daquele país, dado a falta de critérios técnicos, higiênicos e sanitários.

    Quero comentar também que todo o resto do mundo está se preocupando com questões básicas de higiene pessoal, que nossos avós, pais e pessoas mais velhas sempre nos alertaram, movidos e impulsionados por costumes asiáticos e aqui falo do horroroso, mas totalmente defendido, uso da máscara ao sair de casa. Nunca me senti tão asiático. É eficaz e devemos utilizar, enquanto as autoridades disserem que isso deve ser feito. Mas já pararam pra pensar no impacto cultural dessa medida sanitária? Calados e sem ter como argumentar ao contrário, nos curvamos ao costume asiático do uso da mascara, pra tudo e a todo momento. Espero muito, mas muito mesmo que isso passe, principalmente esse bendito costume, que temo não ser tão temporário assim.

    O novo COVID-19 (GRIPE CHINESA), MADE IN CHINA, com a mais absoluta, mas não científica certeza, afetou, está afetando e afetará todos os países ao redor do mundo. Dos mais ricos europeus aos mais pobres no continente africano, passando pelos emergentes e por toda América Latina, Oceania, Ilhas distantes e isoladas e o mais triste, os mais vulneráveis como idosos, índios e de outros grupos de risco.

    E o maior exportador do mundo, a China, não estava preparada para essa situação? Analisem todos os números possíveis, principalmente os relacionados ao PIB de cada país com relação à China. Analisem coisas comuns, por exemplo, o fato de dos TOP 100 Bilionários do mundo, apenas 9 tiveram crescimento exponencial em seus negócios e pasmem, todos na China.

    Fonte: https://www.thesun.co.uk/news/11344972/chinese-billionaires-made-money-during-coronavirus-crisis/?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=sharebarweb

    Você já tinha ouvido falar em ZOOM? Skype, que tem o mesmo propósito e é muito mais famoso no Ocidente, não teve crescimento em suas contas pagas ou corporativas como o concorrente de donos asiáticos. Outras potencias industrializadas não estavam preparadas para a produção em larga escala de equipamentos médicos básicos para o tratamento da doença, como respiradores mecânicos das mais variadas configurações e aplicações. E o país onde o vírus nasceu, exporta os tão vitais equipamentos ao redor do mundo impondo condições, que conhecemos bem, somente quem tem dinheiro o faz, que é o tal de “pagamento antecipado”. Para comentar sobre isso, o que estamos vendo no Brasil, que é bastante dependente das exportações chinesas em vários segmentos, é o aproveitamento da imposição chinesa para o fornecimento desses equipamentos por parte de governantes brasileiros dos mais diferentes níveis tentando tirar uma casquinha da ferida criada na terra de Mao Tse Tung quando em 1979 o poder foi entregue a Deng Xiaoping que promoveu uma série de reformas econômicas cujos efeitos trouxeram a China à mesa das grandes economias do planeta.

    O que podemos esperar é o que todos especialistas estão apontando. Muita gente ainda vai morrer. Idosos principalmente, os com baixa imunidade e grupo de risco de igual maneira sucumbirão à nova doença. Enquanto isso, enquanto todos os outros países estão à duras penas, sendo forçados a dar alguns passos para trás, a economia chinesa avançará e em 10 anos tomará finalmente a frente da economia mundial superando os EUA e impondo de alguma forma costumes dos quais não gostaríamos de ter tido conhecimento.

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      Marcos, boa noite.
      Agradeço sua colaboração, muito útil.
      Parabéns e continue escrevendo e usando o espaço.
      abraços

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