Surpresas no comércio exterior – 40 (limitação de responsabilidade-transporte aéreo)
O transporte aéreo de carga tem suscitado apaixonantes discussões entre advogados, assim como no judiciário, sobre a responsabilidade do transportador aéreo nas avarias e perdas de cargas. Já vimos idas e vindas sobre esse assunto, que parece nunca se estabilizar. Com discussões estéreis ou não. Discute-se se vale a Convenção de Varsóvia de 1929 (ratificada pelo Brasil em 1931), e a Convenção de Montreal de 1999 (ratificada...
Surpresas no comércio exterior – 39 (express ou release BL e SWB)
É comum se imaginar que um conhecimento de transporte marítimo, seja um bill of lading (BL) ou sea waybill (SWB) tem que ser emitido e assinado necessariamente no local de embarque. Ou seja, emitido pelo armador (através de seu agente marítimo local) após o embarque da mercadoria. Isso não é verdade, visto que o conhecimento é de emissão obrigatória após o embarque da mercadoria, mas não precisa ser exatamente no local de...
Surpresas no comércio exterior – 38 (ferrovias brasileiras)
A primeira ferrovia brasileira, com apenas 14,5 quilômetros de extensão, a Estrada de Ferro Petrópolis, foi inaugurada em 30.04.1854, e sua bitola era de 1,676 m. Ela cresceu bastante no século 19 e início do século 20, atingindo, em 1920, uma extensão de quase 29.000 quilômetros, tendo seu ápice em 1948 com quase 36.000 quilômetros. Desde então, o descaso dos nossos governantes com as ferrovias a fez retroceder para...
Surpresas no comércio exterior – 37 (container, medidas e TEU)
O container foi criado pelo caminhoneiro norte-americano Malcom Purcell McLean, e primeiramente embarcado no convés de um navio tanque adaptado, o Ideal-X, em 26/04/1956. Com isso, finalizando um projeto iniciado em 1937, com unidades de 35 pés (35’ = 10,668 m). Pé é uma medida inglesa, que equivale a 30,48 cm. O pé é dividido em 12 partes, a polegada, que mede 2,54 cm. Essa unidade de transporte foi padronizada em 1968 pela...
Isolamento nas redes sociais
Tem quem não goste de aglomerações nas redes sociais. Não goste de grupos. Prefere o contato direto, as reuniões, encontros em barzinhos. É um direito, mas, há que pensar nos amigos e parentes. Como ter contato sem isso. As reuniões são complicadas. Tanto pelas circunstâncias como pelas dificuldades. Soa, provavelmente, a um desrespeito aos amigos e parentes. Nada vai se saber deles, das novas, das reuniões, dos encontros. E...
Surpresas no comércio exterior – 36 (navegação marítima regular e não regular)
Linha regular de navegação marítima é uma linha estabelecida pelo transportador marítimo, normalmente denominado de armador, de forma permanente, para transporte de mercadorias. É uma linha anunciada, conhecida por todos os que operam no ramo. Nos navios de linha regular os portos de escala do navio são determinados pelas necessidades apresentadas pelo embarcadores, os donos da carga, que necessitam de navios para sua...
Surpresas no comércio exterior – 35 (demurrage de navio)
Este não é um assunto que se refere à maioria dos profissionais de comércio exterior. É uma questão tratada por poucos profissionais no mercado. A razão é que a maioria dos profissionais trabalha com transporte de carga em navio de linha regular, em que se reserva praça (contrata transporte ou frete). Cujas cargas são aquelas embarcadas como breakbulk em navios convencionais de porões e decks, ou ovadas em container e...
Surpresas no comércio exterior – 34 (demurrage de containers)
Vimos notando, através do tempo, que a demurrage de container não é um assunto totalmente deglutido pelos profissionais da área. É um assunto odiado. E, muitas vezes, sem o menor conhecimento de causa. Apenas pelo fato de ser uma cobrança por atraso na devolução do container pelo importador. Parece-nos que as pessoas e empresas consideram normal reter um equipamento de propriedade alheia. Em especial, sem considerar os...
Surpresas no comércio exterior – 33 (acertos e erros voluntários no comex)
A exemplo da nossa “Surpresas 32”, queremos abordar a vontade de aprender ou não. De mudar os erros ou não, mesmo sabendo que algum procedimento está errado ou inadequado. Na linha do que ocorria nos anos 70, 80, 90. Quando grandes mudanças aconteciam em todos os setores, em especial quanto à tecnologia. “Eu faço isso há 30 anos e sempre deu certo, por que tenho que mudar?” Temos uma boa frase para isso “tudo está bem, enquanto...